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quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Arca de Utnapishtim e a Arca de Noé.


Acompanhe um texto bem interessante que acabei de encontrar sobre o mito da arca salvadora e do dilúvio universal.


"Para muitas pessoas, a grande enchente narrada em Gênese, que matou seres humanos, bichos e arrasou com tudo que existia sobre a Terra, menos Noé, sua família e os animais colocados na arca, aconteceu de verdade.

Para os que estudam as Escrituras, com visão científica, o dilúvio universal, nos moldes como é contado na Bíblia, jamais aconteceu, e um barco que pudesse colocar todos os pares de animais seria impossível. Alguém já imaginou alimentar leões, elefantes, hipopótamos e uma infinidade de outros bichos por mais de cento e cinqüenta dias, tempo em que a Terra ficou inundada?

Estima-se que os mais de 4 trilhões de quilômetros cúbicos de água que teriam caído sobre a Terra, inverteriam a  salinidade do mar. Os peixes dos oceanos inchariam e seriam exterminados com a mistura da água salgada e da água doce da chuva. O mito do dilúvio bíblico se baseia em outro conto. Havia entre os babilônicos, o mito de uma enchente universal, registrada por volta de 2 mil anos a.C. O deus Ea avisa Utnapishtim, que Enlil, um deus furioso, irá inundar toda a Terra, e afogar todas as formas de vida. Utnapishtim constrói um grande barco, e é salvo juntamente com familiares, amigos e um casal de cada animal que conseguiu reunir. Pomba, andorinha e corvo foram usados para observar se as terras já haviam secado.

O narrador bíblico, inspirado por essa lenda, conta que primeiro Noé soltou um corvo, depois uma pomba, que ao voltar com um ramo verde no bico, sinalizou que as águas haviam baixado.
Pesquisadores acreditam que o mito de uma enchente universal tenha origem no povo sumeriano, que  presenciou há cerca de 4.000 anos antes da Era Comum, uma enchente que cobriu uma grande área, a Noroeste do Golfo Pérsico. Os cientistas calculam que a área atingida pelas águas foi em cerca de 160 km de largura por 630 km de comprimento. Para os antigos, que não tinham noção da extensão de mundo, parecia tratar-se de uma enchente universal, e esse acontecimento foi transmitido de geração em geração. Escavações realizadas em Ur, próximo a Bagdá, provaram ter de fato havido uma grande inundação em tempos remotos.

Alguns metros abaixo do solo formou-se uma capa muito grossa de lama. Para surpresa dos pesquisadores, sob esta lama sedimentada encontraram restos de uma civilização antiga. A Ur dos Caldeus. A grande enchente, que para os que sobreviveram a ela, teria coberto todo o planeta, pode ter sido provocada por um dos degelos cíclicos da Terra. As águas do Golfo Pérsico teriam invadido uma longa extensão de terra, exterminando pessoas, animais e plantas. Como os antigos justificavam todas as tragédias como sendo castigo divino, logo surgiu o mito do dilúvio.

Ora, um Deus que se arrepende de ter criado a raça humana, e decide exterminá-la, não bate com a idéia comum de um Deus sábio e bom. Presume-se que Deus seja presciente, já sabe o futuro. Por que haveria de pôr no mundo os humanos, se logo os eliminaria?



Fernando Bastos – http://pensarporsi.zip.net/ "


Muito legal este texto ein?
Textos como estes nos mostram o quão grande é o poder de persuasão da religião.
Nos mostram que absurdos como estes da história do dilúvio universal só é crida ainda por muitas pessoas nos dias de hoje porque está descrita na bíblia que é tida pela grande massa como sendo "palavra de deus".


Se estivesse descrita por exemplo em um livro de história seria tranquilamente descrita como mito e lenda.


Hoje vejo o como eu fui ingênuo a ponto de acreditar em um mito que logicamente não faz sentido algum , e hoje vejo que quanto mais ignorância uma pessoa tem mais probabilidade ela terá de acreditar nestes contos do vigário.


Hoje me sinto como um alguém que acabou de se recuperar de um pileque.